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Polícia goiana não está capacitada para resolver desaparecimento de jovens em Luziânia, diz ouvidor


11 de Março de 2010

O ouvidor nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fechio, disse que ficou provado que a polícia goiana não está capacitada para resolver o caso do desaparecimento dos seis jovens de Luziânia, município do Entorno de Brasília. Os desaparecimentos já duram mais de dois meses, contando a partir do sumiço do primeiro jovem. Ele participou nesta quarta-feira, em Goiânia, de audiência pública sobre os índices de violência e homicídios no estado, na Assembléia Legislativa de Goiás. Segundo ele, a polícia goiana demorou a receber ajuda da Polícia Federal, o que pode ter comprometido as investigações.

Fermino Fechio também cobrou mais transparência da polícia goiana com relação à conduta de policiais suspeitos de fazer parte de grupos de extermínio. Segundo ele, chegam à ouvidoria inúmeras denúncias de grupos de extermínio em Goiás, com o envolvimento de policiais militares. Ele alega dificuldade em obter informações da polícia goiana.

A pedido do Ministério Público de Goiás, a Polícia Militar afastou, nesta terça-feira, sete policiais suspeitos de integrar grupos de extermínio, entre ele o comandante do 16º Batalhão, com sede em Formosa, major Ricardo Rocha Batista. Ele é investigado pela morte do operador de máquinas, Higino Carlos Pereira de Jesus, e pelo desaparecimento de outros três jovens no município de Alvorada de Norte.

CBN Goiânia

 

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